Linhas de Pesquisa

Linhas de Pesquisa

LP1 – Política, Planejamento, Gestão e Atenção à Saúde: 

A linha de Políticas, Planejamento, Gestão e Modelos de Atenção, integra o conjunto de conhecimentos relativos à formulação, implementação e avaliação das políticas públicas de saúde, com foco na realidade concreta dos sistemas e serviços de saúde.

Esta linha de pesquisa aborda os contextos histórico, sociais e institucionais relativos aos processos de integração dos modelos de gestão e atenção em saúde, caracterizando as diversas formas organizativas do cuidado à saúde, com destaque para as Redes Integradas de Atenção à Saúde, com foco na Atenção Primária à Saúde e em suas estratégias organizativas Saúde da Família (ESF) e Agentes Comunitários de Saúde (ACS).

São temas de investigação de interesse desta linha: (i) Gestão, planejamento estratégico e programação em saúde; (ii) Avaliabilidade e avaliação de políticas e programas; (iii) Direitos sociais, participação e controle social; (iv) Modelos e práticas de atenção e gestão em saúde; (v) O trabalho em saúde como espaço de educação permanente; (vi) A organização do trabalho em saúde no contexto da reestruturação produtiva e do Complexo Industrial da Saúde; (vii) Trabalho, subjetividade e ética.

LP2 – Saúde, Cultura e Cidadania: 

Análise dos modelos teórico-conceituais da informação, educação e da comunicação em saúde como um direito de cidadania e de promoção da saúde. Esta linha de pesquisa visa investigar e apreciar a contribuição das ciências sociais no entendimento das dinâmicas da sociedade, as tensões e conflitos inerentes às comunidades bem como das forças internas que equipam e possibilitam a existência da coesão social e das redes sociais que indicam e marcam atos de cidadania dentro do âmbito da saúde e da doença.

Mais especificamente, a linha, partindo dos processos sócio-históricos modernos e contemporâneos que conformam o pensamento das ciências sociais aplicados à saúde, analisa: (i) Gestão e Qualidade da Informação para a Tradução do Conhecimento em Saúde; (ii) Processos de comunicação em saúde, nas práticas comunitárias e de gestão; (iii) Determinação Social da Saúde, subjetividades e cultura; (iv) Corpo, Sexualidade, Saúde e suas representações;  (v) Investigação dos conceitos e significados atribuídos à promoção da saúde e intersetorialidade; (vi) Estudos de avaliabilidade e avaliação da efetividade das ações intersetoriais de promoção da saúde; (vii) Planejamento, mapeamento e análise de experiências intersetoriais desenvolvidas por setores governamentais e não-governamentais; (viii) Formação e educação permanente com ênfase na avaliação de iniciativas e/ou programas de reorientação e/ou promoção da equidade nos cursos (ensino das relações étnico raciais; população LGBTQIA+; ribeirinha e campo/floresta).

LP3 – Epidemiologia, Ambiente e Trabalho: 

Esta é uma linha de pesquisa que busca a análise dos fenômenos relativos ao processo saúde-doença, em comunicação estreita com outros saberes, que proporciona ferramentas analíticas para os seguintes fins: ( i ) realizar diagnósticos de saúde das comunidades apontando para a frequência e distribuição dos eventos; ( ii ) verificar relações causais ou fatores associados às doenças, agravos e aos fatores determinantes e condicionantes da situação de saúde; ( iii ) avaliar o resultado de intervenções em termos de eficácia, efetividade, custo-efetividade ou impacto; ( iv ) qualificar as ferramentas de diagnóstico e de triagem ou rastreamento de doenças / infecções na comunidade.

A linha de pesquisa interessa-se ainda pela área de aplicação denominada de vigilância em saúde – analisando a sensibilidade dos sistemas, métodos de monitoramento e avaliação – e pelas complexas relações da saúde com o ambiente, com destaque para a Saúde do Trabalhador. Parte-se do pressuposto crítico sobre a determinação dos fatores ligados ao processo saúde-enfermidade-trabalho, ou seja, as interações dinâmicas e complexas entre fatores biopsíquicos, sociais, históricos, culturais e econômicos que repercutem na saúde dos trabalhadores. Abordam-se ainda as relações entre os processos produtivos e o ambiente de trabalho e suas repercussões na saúde coletiva.

LP4 – Formação e Desenvolvimento Profissional em Sistemas e Serviços em Saúde:

Construção de saberes interdisciplinares sobre a formação dos profissionais dos cursos da saúde mediante a análise dos projetos pedagógicos, das mudanças curriculares e dos percursos formativos e educação permanente em saúde com ênfase nos cenários de prática e integração do ensino-serviço-comunidade.

Realiza estudos sobre monitoramento e avaliação de mudanças curriculares e inovações pedagógicas, incluindo ambientes virtuais, mídias sociais e tecnologias da informação. Investiga implementação de ações de promoção da equidade na formação; perfis profissionais em saúde (docente, discente e profissional); práticas pedagógicas em serviços; educação e trabalho interprofissional para o desenvolvimento de sistemas e serviços.

LP5 – Inovação Tecnológica e Social em Saúde:

Refletir de forma crítica e integrada sobre teoria, metodologia e ações estratégicas relacionadas às desenvolvidas no âmbito da inovação tecnológica e social em saúde. Parte-se da articulação entre, relacionando conceitos de ciência, tecnologia, e desenvolvimento e saúde coletiva, identificando características de processos de inovação, considerando seus determinantes, mecanismos de difusão e possíveis impactos potenciais. Além do mais, é preciso identificar especificidades setoriais do processo de inovação.

Para isto, é imprescindível: (i) analisar os principais instrumentos de gestão da inovação tecnológica e social, discutindo o Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil e as políticas públicas de promoção da inovação na saúde no Brasil e no SUS, especificamente; (ii) avaliar os processos de difusão de inovação e mecanismos de tradução do conhecimento, considerando o papel das redes colaborativas; (iii) riscos, e desafios éticos e implicações contemporâneas das tecnologias de inovação tecnológica e tecnologias sociais, contemplando tanto tecnologias duras (equipamentos, dispositivos) quanto tecnologias relacionais e sociais; (iv) compreender os processos e impactos da à saúde digital, com ênfase na priorizando a Atenção Primária à Saúde, alinhada à Estratégia de Saúde Digital para o Brasil, que propõe consolidar um ecossistema digital centrado no cidadão e integrado ao SUS; (v). colaborar com esforços de inclusão digital como instrumento de equidade, explorando a literacia digital em saúde (digital health literacy) como fator crítico para ampliar o acesso, melhorar a comunicação e fortalecer a autonomia do cidadão no autocuidado e na tomada de decisão; (vi) estudar a aceitação e o uso das tecnologias digitais em saúde, incluindo Health, eHealth, telessaúde, telemedicina (etc.), considerando fatores como usabilidade, acessibilidade, segurança, proteção de dados e experiência do usuário (UX) no contexto do SUS, investigando, ainda, percepções, barreiras, facilitadores e impactos na jornada de cuidado, sobretudo em populações vulneráveis. 

 

 

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